| Edvard MUNCH (1863
– 1944), pintor norueguês cujo quadro O grito
está entre as pinturas contemporâneas mais reconhecidas,
é autor de uma obra muito vasta e variada.
Entre seus muitos quadros está
Melancolia, um retrato de sua irmã Laura,
diagnosticada como histérica pela medicina de
sua época, e que alguns biógrafos suspeitam ter tido
epilepsia.
O quadro (1899), além do interesse
estético, apresenta uma particularidade:
Laura está sentada, de costas para uma
janela que se abre para o mundo exterior, com
as mãos crispadas e um olhar vazio, perto de uma
mesa coberta por uma toalha e sobre a qual há um
vaso com
duas flores vermelhas.
O estranho desenho que recobre a toalha da
mesa foi interpretado por muitos críticos como sendo
um corte transversal do cérebro humano, o que
sublinharia a carga dramática do quadro, expressão
do drama pessoal da irmã do artista.
Existem duas versões do quadro, e em
1915 e 1930, Munch fez também duas litografias com o
mesmo tema e título.
Não é esse o único retrato de Laura
pintado por Munch.
Em 1888, por exemplo, já pintara outro, hoje
conservado no Museu Thyssen Bornemiza, de Madrid.
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