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Arte
Les très riches heures du Duc de
Berry – século XV
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Iluminuras e texto do folio 198 das Très
riches heures du Duc de Berry. Ofício da festa de todos
os santos.
Origem da imagem: www.christusrex.org/www2/berry
Em 08/02/2006 |
As Très riches
heures du Duc de Berry constituem um livro de horas
litúrgicas, ou seja, um livro de orações da tradição
medieval que reúne salmos, textos do antigo e do novo
testamento, orações, responsos, para santificar o tempo
vivido a cada dia e ao longo de todo o calendário
litúrgico.
Esse livro de horas, hoje conservado no Musée Condé, em
Chantilly (França), data do começo do século XV e foi
iniciado pelos irmãos Limbourg e concluído por Jean
Colombe para o Duque de Berry, irmão do rei Charles V da
França e um dos mais ricos nobres franceses. Trata-se de
um magnífico livro de orações com textos, iluminuras e
miniaturas extremamente requintadas. Uma dessas imagens
traz a cura de um jovem possuído pelo demônio,
representação bíblica recorrente para a epilepsia.
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Iluminura, imagem e texto do
folio 166 das Très riches heures du Duc de Berry.
Ofício do terceiro domingo da quaresma. A cura do
jovem possuído pelo demônio.
Origem da imagem:
www.christusrex.org/
www2/berry
Em 08/02/2006 |
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A ilustração que
inicia a liturgia do terceiro domingo da quaresma
refere-se ao capítulo 11, versículo 14 do evangelho
de São Lucas. Nela, o Cristo abençoa o jovem
descrito como possuído pelo príncipe dos demônios,
Belzebú. Ojovem se debate nos braços de sua mãe,
enquanto o demônio, representado na forma clássica
da iconografia medieval como um diabinho alado e
negro, abandona o corpo do jovem por ordem do
Cristo.
A atitude corporal do jovem é recorrente na
representação de uma crise de epilepsia: corpo
contorcido, cabeça pendente, expressão de angústia,
membros inferiores e superiores em descontrole. |
Detalhe da imagem do folio
166 das Très riches heures du Duc de Berry.
Ofício do terceiro domingo da quaresma. A cura
do jovem possuído pelo demônio.
Origem da imagem:
www.christusrex.org/
www2/berry
Em 08/02/2006 |
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Texto de Margarida de Souza Neves
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