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Arte
Peter Paul Rubens. Os milagres de
Santo Inácio de Loyola. c. 1617 – 1618
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O quadro de Rubens
intitulado Os milagres de Santo Inácio de Loyola foi
pintado para presidir o altar mor da Igreja dos
Jesuítas na cidade flamenga de Antuérpia, onde
esteve até 1776, de onde foi levado para o
Kunsthistoriche Museum de Viena (Austria).
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| No centro da tela,
Inácio de Loyola, paramentado para celebrar a missa,
apoia sua mão esquerda sobre o altar mor, tendo ao
fundo um grupo de jesuítas. Com a mão direita,
abençoa os fiéis, entre os quais destacam-se as
figuras de dois doentes em crise epilética, pintados
no grupo do canto esquerdo inferior da tela: uma
mulher que aparece amparada, enquanto grita e se
contorce, com o rosto e o corpo em desalinho e um
homem, em primeiro plano, caído no chão, salivando e
em convulsão. A composição do quadro, os recursos
técnicos de Rubens e a retórica barroca da tela,
aumentam a dramaticidade da tela, na qual não falta
a representação da doença como possessão demoníaca,
uma vez que uma dupla imagem do demônio aparece na
parte superior do quadro, como se a benção do
fundador da Companhia de Jesus houvesse operado o
milagre da cura dos dois epiléticos. É interessante
observar que o demônio aparece pintado em duas
versões: como o Leviatã forte e poderoso e como o
dragão negro e alado do imaginário medieval. |
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Peter Paul RUBENS. Os
milagres de Santo Inácio de Loyola.
c. 1617/18 óleo sobre tela 535 x 395 cm
Kunsthistoriche Museum – Viena.
Origem da imagem www.khsm.at
Em 08/02/2006 |
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Peter Paul RUBENS. Os
milagres de Santo Inácio de Loyola.
Detalhes. Os doentes em crise e os demônios
expulsos.
Origem da imagem
www.khsm.at
em 08/02/2006 |
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Peter Paul RUBENS. Os
milagres de Santo Inácio de Loyola.
Detalhes. Os rostos do homem e da mulher em
crise de epilepsia.
Origem da imagem
www.khsm.at
em 08/02/2006 |
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Texto de Margarida de Souza Neves
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