1872
- "Incorpora-se a uma associação literária e científica, que se funda em
Fortaleza, com a presença de alguns jovens de invulgar inteligência,
como Rocha Lima, Tomaz Pompeu, Xilderico de Faria, Araripe Júnior entre
outros. Era a famosa 'Academia Francesa do Ceará'" (BLS,1953:68/69)
Ainda sobre
a Academia Francesa do Ceará, narra Tomas Pompeu: "pretendíamos sopitar
as inclinações da idade e iniciar a reação contra o romantismo que
exalava seus últimos suspiros com Lamartine e Victor Hugo..." (JASC,
1969:60)
1874 - Conhece José de Alencar, em Maranguape, na casa do
coronel Joaquim José de Souza Sombra, chefe político conservador e
talvez figura de maior prestígio da localidade. (JASC, 1969: 87)
1875 - Fim da Academia Francesa, desaparecimento do
Fraternidade e fundação do Gabinete cearense de leitura (2/12) para onde
vão Rocha Lima, Tomás Pompeu, Araripe Júnior, João Lopez e Xilderico de
Faria (JASC,1969:82)
1880 - "...as pesquisas e os estudos na Biblioteca Nacional, a
leitura constante de Varnhagen e o convívio continuado com os autores
alemães, que agora frequentava desembaraçadamente, começavam a produzir
seus efeitos. Na Gazeta de Notícias de junho de 1880 ele já
traduz um artigo da Gazeta de Colônia, jornal onde iniciara seus
trabalhos Friedrich Ratzel, o futuro chefe da Escola antropogeográfica"
(JHR,1953:123/124)
1881 - "As leituras positivistas que ouvia aos domingos a
partir de 1881, no Centro, e a amizade de Teixeira Mendes e Miguel Lemos
robusteciam a sua formação teórica iniciada no Ceará" (JHR,1953:123)
"...A
pesquisa dos fatos na Biblioteca Nacional e a influência da
antropogeografia e dos métodos críticos-históricos do pensamento alemão,
onde a repercussão do positivismo foi quase nenhuma, orientaram-no para
outro rumo e são vários os artigos dessa época que já revelam um
realismo histórico em lugar de um positivismo histórico. Os artigos vão
se tornado mais objetivos, despindo-se do aparato e da linguagem
positivistas..." (JHR,1953:124)
"...agora
não se buscavam mais leis e fatos sujeitos a leis, mas a compreensão
baseada na segurança dos dados. A prova é a edição, entre 1880-86, do
Clima do Brasil de Cardim, dos textos de Anchieta e Nóbrega, da
História do Brasil, de Frei Vicente do Salvador..."(JHR,1953:124)
1887 - Sócio do IHGB (ROF,1953:65)
1893 - Capistrano inclina-se para o terreno da etnografia,
"atirando-se com redobrado interesse ao estudo da língua, lendas,
costumes e tradições dos bacairis, índios que viviam nas cabeceiras dos
rios tapajós e xingu, no Mato Grosso. O etnologista alemão Carl von den
Steinen, ajudado pelo governo imperial brasileiro, estivera 2 vezes, na
década de 80, na região dos bacairis, e como fruto de tais viagens e
pesquisas publicou em 1892 em Leipzig, e em 1884, em Berlim,
respectivamente, dois importantes livros: Die Bakari Sprache e Unter den
Naturvoelkern Zentral-Brasiliens...Estas pesquisas do sábio alemão foram
os pontos de partida para os estudos de Capistrano..."
(JASC,1969:137/138)
1895 - Carta a Urbano Duarte em que manifeta-se contra Floriano
Peixoto (HV,1953:36)