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1874 - Publica seus primeiros trabalhos de crítica

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1874 - Publica, aos 21 anos, no Maranguapense, "pequeno jornal noticioso, comercial e literário de sua terra natal", seus primeiros trabalhos de crítica: os perfis de Casimiro de Abreu e de Junqueira Aires. (ROF, 1953:52)

"Perfis juvenis" (publicado em EE-1a série)

1874 - Conhece José de Alencar, em Maranguape, na casa do coronel Joaquim José de Souza Sombra, chefe político conservador e talvez figura de maior prestígio da localidade. (JASC, 1969: 87)

1875 - Chega ao Rio de Janeiro. Primeiro emprego na Livraria Garnier, "como encarregado de enviar aos jornais notas sobre os livros editados pela casa" (ROF, 1953:53)

Redator da Gazeta de Notícias, "onde se revezava com Machado de Assis na crítica de livros. Relaciona-se com a mocidade da época: Artur Azevedo, Luís Delfino, Valentin Magalhães, Adelino Fontoura, Aluísio Azevedo, Luís Murat, Silvestre Lima, Raul Pompéia, Raimundo Correia, Rodrigo Otávio e outros..."(ROF,1953:57)

"É na Gazeta de Notícias que Capistrano vais assistir...à evolução dos dois grandes movimentos de nossa história no século passado - o da Abolição e o da República..." (ML,1953:107)

Estréia em O Globo publicando suas conferências pronunciadas na Escola Popular do Ceará (JHR,1953:122)

1875 - Pronuncia, em Fortaleza, a conferência "A literatura Brasileira Contemporânea" , "reflexo dos estudos de Capistrano no Recife"(ML, 1953:107). A conferência foi publicada parcialmente no jornal Constituição, de 27 e 29/011875. Nela figuravam as seguintes citações depois suprimidas (ou substituídas na versão completa de O Globo de nov/dez1875): de Taine: "C'est donc principalement par l'étude des littératures que l'on pourra faire l'Histoire marcher vers la connaissance des lois psychologiques d'on dépendente les évenements...". E mais outra: "O Ceará é talvez a única província do Brasil que começou a luta contra a natureza em conseqüência das secas. É esta a razão da energia e devotamento de seus filhos..."(JASC,1969:75)

"A literatura Brasileira Contemporânea", em O Globo (Mais tarde em EE-1a Série)

1875 - Fim da Academia Francesa, desaparecimento do Fraternidade e fundação do Gabinete cearense de leitura (2/12) para onde vão Rocha Lima, Tomás Pompeu, Araripe Júnior, João Lopez e Xilderico de Faria (JASC,1969:82)

1876 - Professor de história no Colégio Aquino

1876 - "O Caráter nacional e as orígens do povo brasileiro", O Globo. (retomado em EE-4a série)

1878 - Publica "Raimundo Antônio da Rocha Lima", como prefácio ao livro Crítica e Literatura ( mais tarde nos EE-1a série)

. Necrológio de Varnhagen (jornal do comércio, 16 e 20/12/1878). "Era o começo da reabilitação de Varnhagen, agora reputado maior historiador brasileiro..." (JHR,1953:121)

Necrólogo de Francisco Adolfo de Varnhagen. (mais terde nos EE-1a série)

1879 - Entra para a Biblioteca Nacional por meio de um concurso aberto pelo seu diretor, o Barão de Ramiz Galvão. A BN funcionava num "velho casarão da Rua do Passeio" (ROF,1953:53) (para o ano de entrada na BN, BLS,1953:72; JHR,1953:122. Para o dia: JASC,1969:99)

Entra para a Gazeta de Notícias (JASC,1969:98)

1879 - Artigo "A indústria brasileira no século XVI" de Capistrano.

1880 - Em artigo publicado na Gazeta de Notícias manifesta seu ideal de professorado. Naquele, "comentava e desaprovava a História do Brasil de seu futuro examinador, Matoso Maia..." (JHR,1953:122)

"História Pátria. A Literatura Brasileira e a Crítica Moderna. Ensaio de Generalização por Silvio Romero", Gazeta de Notícias. (retomado em EE-3a série)

1880 - "...as pesquisas e os estudos na Biblioteca Nacional, a leitura constante de Varnhagen e o convívio continuado com os autores alemães, que agora frequentava desembaraçadamente, começavam a produzir seus efeitos. Na Gazeta de Notícias de junho de 1880 ele já traduz um artigo da Gazeta de Colônia, jornal onde iniciara seus trabalhos Friedrich Ratzel, o futuro chefe da Escola antropogeográfica" (JHR,1953:123/124)

1881 - Casamento com Maria José de Castro Fonseca (ROF,1953: 59).

Participa da montagem da Exposição de História e Geografia do Brasil, planejada por Ramiz Galvão e inaugurada a 2 de dezembro, "da qual resultou um catálogo de ricos e raros manuscritos, estampas, medalhas, moedas e notas em geral, de interesse e utilidade ao estudo da história pátria" (ROF, 1953:53)

Ainda sobre a experiência na BN: "...sem sair do Brasil, Capistrano de Abreu tinha, na memória, uma espécie de catálogo, ou de guia dos arquivos estrangeiros, sobretudo os de Portugal" (BLS, 1953:73)

"A biblioteca empougou-o e foi ali que se fez historiador"(JASC,1969:101)

Professor de história no Colégio Aquino (BLS,1953:73)

"...A pesquisa dos fatos na Biblioteca Nacional e a influência da antropogeografia e dos métodos críticos-históricos do pensamento alemão, onde a repercussão do positivismo foi quase nenhuma, orientaram-no para outro rumo e são vários os artigos dessa época que já revelam um realismo histórico em lugar de um positivismo histórico. Os artigos vão se tornado mais objetivos, despindo-se do aparato e da linguagem positivistas..." (JHR,1953:124)

"...agora não se buscavam mais leis e fatos sujeitos a leis, mas a compreensão baseada na segurança dos dados. A prova é a edição, entre 1880-86, do Clima do Brasil de Cardim, dos textos de Anchieta e Nóbrega, da História do Brasil, de Frei Vicente do Salvador..."(JHR,1953:124)

1881 - Publica "Camões de Perfil", na Folhinha Laemmert. (mais tarde nos EE-1a série)

Publica a introdução a primeira edição de "Do princípio e origem dos índios do Brasil e de seus costumes, adorações e cerimônias", de Fernão Cardim. (mais tarde em EE-1a série)

1881 - "As leituras positivistas que ouvia aos domingos a partir de 1881, no Centro, e a amizade de Teixeira Mendes e Miguel Lemos robusteciam a sua formação teórica iniciada no Ceará" (JHR,1953:123)

"...A pesquisa dos fatos na Biblioteca Nacional e a influência da antropogeografia e dos métodos críticos-históricos do pensamento alemão, onde a repercussão do positivismo foi quase nenhuma, orientaram-no para outro rumo e são vários os artigos dessa época que já revelam um realismo histórico em lugar de um positivismo histórico. Os artigos vão se tornado mais objetivos, despindo-se do aparato e da linguagem positivistas..." (JHR,1953:124)

"...agora não se buscavam mais leis e fatos sujeitos a leis, mas a compreensão baseada na segurança dos dados. A prova é a edição, entre 1880-86, do Clima do Brasil de Cardim, dos textos de Anchieta e Nóbrega, da História do Brasil, de Frei Vicente do Salvador..."(JHR,1953:124)

 

1882 - Publica "Sobre o Visconde de Porto Seguro" na Gazeta de Notícias de 21,22 e 23 de novembro. (mais tarde, nos EE-1a série)

Publica "Raul Pompéia", Gazetinha, nos.47 e 70 de 27/02 e 28/03. (mais tarde em EE-1a série)

1883 - Inscreve-se no concurso para o preenchimento da vaga da cadeira de Corografia e História do Brasil no Imperial Colégio Pedro II. Segundo Fernando Raja Gabaglia, esta era a 'cátedra das coisas nacionais, que pertencera a Joaquim Manuel de Macedo, romancista e historiador , cuja Corografia do Brasil, inspirada em Aires de Casal, foi por muitos anos, como a de Pompeu e, depois, a de Moreira Pinto, modelo de Geografia à antiga, isto é, carregada de nomenclatura e ainda sem aquela feição científica que carrega a moderna geografia'...Era, pois, a cadeira almejada por Capistrano a mais importante, não só por sua missão educativa, mas principalmente 'pela necessidade que se impunha, em país ainda pouco estudado como o nosso, de fornecer à mocidade conhecimentos seguros sobre a terra e o homem...'.(ROF,1953:57/58) ( para o ano do concurso, BLS, 1953:73; JHR,1953:123)

Entra para o Pedro II (JASC,1969:112)

Aprendizagem do alemão com Carlos Jansen, num grupo que reunia Ferreira de Araújo e Machado de Assis (JHR,1953:127)

1883 - "O Descobrimento do Brasil. Seu desenvolvimento no século XVI", tese de concurso para o Pedro II. (Retomado em DB)

1884 - "Programa de história do Brasil" na Gazeta literária (supl da Gazeta de notícias?)(HV,1953:25)

Publica "A bandeira de Francisco de Mello Palheta em 1722/23, segundo um dos seus companheiros" na Gazeta Literária, nos.19 e 20, ano I. (publicado em CAPB )

1887 - Publica "Os primeiros descobridores de Minas" em A semana sob a epígrafe "Notas para a nossa história". Mais tarde, republicado na Revista do Arquivo Público Mineiro, vol.VI, 1901. (publicado na coletânea CAPB)

1887 - Sócio do IHGB (ROF,1953:65)

1889 - Tradução de Sellin (JHR,1953:124, não faz a referência ao livro)

1891 - "Divisão e distribuição das tribos do Brasil, segundo o estado atual dos conhecimentos". Tradução do texto de Paul Ehrenreich, no Jornal do Comércio. (HV,1953:38)

1892 - Publica o prólogo às "Notas sobre a Paraíba" de Irineu Joffily (mais tarde em EE-1a série)


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