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1917 - Anita Malfatti faz sua segunda exposição.

1920 - Manuel Lourenço Filho inicia nesta década uma reforma do ensino público no Ceará. Simultaneamente Francisco Campos inicia reformas educacionais em Minas Gerais.

1922 - Semana de Arte Moderna, realizada no Teatro Municipal de São Paulo em Fevereiro. O clima de polêmicas e insultos gerado pelo movimento pode ser percebido nos escritos de Mário de Andrade feitos logo após a semana. Em Maio surge a Revista Klaxon , publicada até Janeiro de 1923. Mário de Andrade publica Paulicéia Desvairada .

1924 - Rebenta na Capital Paulista a revolução chefiada por Isidoro Dias Lopes.

Heitor Lira funda a Associação Brasileira de Educação que "tinha como principal função trazer `a baila a questão educacional, pela realização de conferências nacionais, publicação de revistas e cursos de diversos tipos."

1926 - Fernando de Azevedo ocupa o cargo de diretor de Instrução Pública do Distrito Federal permanecendo até o ano de 1930.

1927 - Cisões no Movimento Modernista. Aparecem daí diferentes "clãs": da Anta, do Jaboti, do Pau Brasil, da Antropofagia, do Verde-Amarelo.

1928 - São publicados os livros Macunaíma de Mário de Andrade e Retrato do Brasil de Paulo Prado.

1929 - Quebra da Bolsa de Nova York. Anísio Teixeira é aluno de John Dewey na Universidade de Columbia.

1930 - No Brasil eclode a chamada Revolução de 30.

1931 - Anísio Teixeira assume o cargo de diretor de Instrução Pública no Distrito Federal até 1934, quando o cargo se transforma em Secretaria da Educação e Cultura, aí permanecendo até primeiro de Dezembro de 1935.

1932 - Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. No mês de Fevereiro a revista A Ordem publica um artigo de Alceu Amoroso Lima "alertando os católicos contra o predomínio da mentalidade laicista que seculariza o Estado. Alceu Amoroso Lima levanta-se contra o manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, que sugere a concentração do ensino nas mãos do Estado, contribuindo assim, segundo ele, para a implantação do regime comunista. Adverte contra a institucionalização da nova política educacional, que significará, a seu ver, um atentado contra a nacionalidade."

1933 - É publicado o livro Casa Grande e Senzala de Gilberto Freyre.

1934 - Sobre a "rotinização" do Modernismo no decorrer da década de 30, diz Antonio Cândido: "Na literatura, o que parecia brincadeira foi sendo reconhecido como a norma dos tempos novos, até penetrar no jardim fechado e vigiado do ensino. Nós, que começamos o ginásio com a velha e aliás bem feita antologia de Fausto Barreto e Carlos de Laet (encerrada na altura de Billac e Coelho Neto), vimos surgir, em 1933 ou 34, a de Estêvao Cruz, que transcrevia logo no começo um ensaio de Tristão de Athaíde sobre o Modernismo, ao lado de um trecho de Graça Aranha sobre o Carnaval carioca e, logo em seguida, um episódio de Macunaíma."

Neste ano "Getúlio Vargas cria o departamento de Propaganda e Difusão Cultural junto ao Ministério da Justiça, esvaziando o Ministério da Educação não só da propaganda - que este ministério, sob Capanema, possivelmente - como também do rádio e do cinema.

1938 - Manuel Lourenço Filho organiza o instituto Nacional de Estudos Pedagógicos.

1941 - Liberdade de imprensa cassada, garantias individuais abolidas.

- As notícias sobre o petróleo eram proibidas pelo DIP e dele só eram possíveis informações através dos comunicados oficiais do "Conselho Nacional do Petróleo".

- Notícias da guerra: os alemães explodiram Hood, o maior couraçado inglês, e fere o orgulho inglês que depois luta contra Bismark e sai vitorioso.

- Governo com relações estreitas com o eixo. Segundo Cavalheiro, "vivíamos o tempo do "Bagé", do "Siqueira Campos", da passeata triunfal de um general alemão pelos nossos quartéis, da condecoração do Ministro da Guerra e altos oficiais pela Alemanha de Hitler. Estávamos, afinal, num regime fascista.".

- 6 de dezembro: os japoneses atacam Pearl Harbour, e os Estados Unidos entram em guerra com o Japão, a Alemanha e a Itália. No Brasil, a reação fascista se torna cada dia mais violenta.

- Fernando de Azevedo assume o cargo de diretor da Faculdade de Filosofia, ciência e Letras da USP até o ano de 1942.

1943 - As vitórias das forças democráticas começam a alterar a situação na guerra.

Situação da imprensa brasileira na época, segundo E. Cavalheiro: "Nada mais triste e melancólico do que a imprensa brasileira daquela época. A guerra ia sendo vencida dia-a-dia, mas de tal coisa somente os ouvintes da BBC estavam a par, pois no Rio, no quartel-general do DIP, as aguerridas tropas do capitão Amílcar Dutra de Meneses enfrentavam e barravam, intrépida e heróicamente, as tropas do Marechal Timoschenko".

1944 - A frente alemã é interrompida na Polônia, os russos invadem a Prússia. Os aliados começam a reconquistam a Europa. Vitória dos pracinhas brasileiros na Itália. "É verdade que a imprensa continua ainda sob a rigorosa censura, mas aqui e ali o movimento de recuperação democrática começa a se fazer sentir cada dia com mais intensidade".

1945 - Fim do Estado Novo.

1946 - A presidência é ocupada por Eurico Gaspar Dutra.



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