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1922 - Participação na Semana de Arte Moderna
| . | 1922 - Torna-se professor catedrático de Estática e História da Música, no Conservatório. Mário participa da Semana de Arte Moderna lendo, na escadaria do Teatro, um texto teórico, provável primeira versão de A escrava que não é Isaura, anunciada na revista Klaxon, como A poesia moderna. Pela repercussão da Semana na sociedade paulista, Mário perde seus alunos particulares. Participava também de rodas literárias, de passeios e do chá das cinco na Confeitaria Vienense, com os amigos da Revista Klaxon. |
. | 1922 - Publica, pela Casa Mayença, Paulicéia Desvairada, de que consta o "Prefácio Interessantíssimo", com capa do autor, inspirada na capa de Arlechino, de Soffici. Segundo Mário da Silva Brito, com este livro nasce a poesia modernista. E segundo o próprio autor, em carta para Manuel Bandeira, de maio de 1924: "Paulicéia é a cristalização de vinte meses de dúvidas, de sofrimentos e cóleras. É uma bomba. Arrebentou! Toda bomba arrebenta com os estrépitos e excessos de liberdade. Meu mal, se mal houver nisso, foi não corrigir-lhe o que tinha de excessivo barulho e excessiva liberdade construtiva". Faz parte do grupo da revista Klaxon, colaborando em todos os números, multiplicando-se em temas e pseudônimos; como crítico, defende o cinema nacional. Nas conferências da Vila Kyrial, fala sobre a poesia modernista. Escreve Losango cáqui.
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. | 1922 - Inicia correspondência com Manuel Bandeira. Com a volta de Tarsila do Amaral da Europa, forma com ela, Anita Malfatti, Oswald de Andrade e Menotti del Picchia, o Grupo dos Cinco. |
. | 1922 - Semana de Arte Moderna, realizada no Teatro Municipal de São Paulo, em fevereiro. O clima de polêmicas e insultos gerado pelo movimento pode ser percebido nos escritos de Mário feitos logo após a Semana. Em maio, surge a revista Klaxon, publicada até janeiro de 1923. Levante do Forte, Rio de Janeiro. Fundação do Partido Comunista Brasileiro. Fundação da Revista Ordem, por intelectuais ligados ao pensamento católico. Exposição Internacional do Centenário da Independência, no Rio de Janeiro. |
| . | 1923 - Estuda alemão com Kaethe Meichen-Blosen, de quem se enamora. Primeiras leituras sobre psicanálise e sobre o marxismo.
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. | 1923 -
Nas conferências da Vila Kyrial, fala sobre Paralelo entre Dante e
Bethoven. Inicia Amar, verbo intransitivo, romance em que a personagem Fräulein é inspirada em sua professora de alemão. Conclui A escrava que não é Isaura. Escreve o poema "Carnaval carioca". Colabora na revista Ariel, de São Paulo. Inicia as "Crônicas de Malazarte", na revista América brasileira.
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. | 1923 - Através de Oswald de Andrade e de Sérgio Milliet, que vão a Paris, Mário entra em contato com Blaise Cendrans, Ivan Goll e Marinetti, trocando livros e dedicatórias. | . | |
| . | 1924 - Mário entusiasma-se com a Revolução e com a figura de Isidoro Dias Lopes. Faz sua primeira viagem a Minas Gerais, a histórica "Viagem da descoberta do Brasil". Durante a Semana Santa, Mário visita Belo Horizonte, Congonhas do Campo, Sabará, Ouro Preto e Mariana, em companhia de Oswald e seu filho Noné, Tarsila do Amaral, D. Olívia Guedes Penteado, René Thiollier e Godofredo da Silva Teles, ciceroneando o poeta Blaise Cendrans. Contato com a cultura popular. Desenvolve pesquisa sobre a língua nacional, adotando a fala brasileira como forma de expressão do narrador de Amar, verbo intransitivo e de Belasarte nos Contos. Compra a sua máquina de escrever Remington, apelidada de Manuela em homenagem ao amigo Manuel Bandeira.
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. | 1924 -
Traduz do alemão, Lieder para o recital de canto de Lotte Winzer
Sievers, no Conservatório. Escreve "Noturno de Belo Horizonte" e "O poeta como amendoim." Participa das conferências da Vila Kyrial, com "O cubismo". Envia textos para a revista Estética, do Rio de Janeiro. |
. | 1924 -
Conhece jovens escritores mineiros ligados ao modernismo, entre eles, Carlos
Drummond de Andrade, iniciando com este sua longa série de correspondência. Inicia correspondência com o escritor norte-rio-grandense Luis da Câmara Cascudo. |
. | 1924 - Levante tenentista em São Paulo, chefiado por Isidoro Dias Lopes. |
| . | . | 1925 - Colabora em A Revista, de Belo Horizonte. No terceiro número da Estética, publica carta aberta a Alberto de Oliveira, reforçando ideias modernistas. É um dos escritores convidados pelo jornal carioca A Noite para "O Mês modernista", balanço do movimento. Compõe "Louvação matinal" e "Louvação da tarde", de Remate de males. Publica A Escrava Que Não É Isaura. O livro fora escrito menos de dois meses depois da Semana de Arte Moderna, em 1922. O clima de polêmica apareca nas palavras de Mário no Prefácio do livro: "Passadista é o que faz o papel de carro de boi numa estrada de asfalto." Ainda, "O passadista procura na obra de arte a natureza e como não a encontra, conclui: paranóia ou mistificação."
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| . | 1926 - Através de suas leituras de literatura popular e de etnografia, encontra o mito de Macunaíma no lendário indígena recolhido por Koch-Gruenberg em Von Roraima zum Orinoco. Reúne material para a rapsódia que redigirá nas férias de fim de ano na chácara do Tio Pio, em Araraquara. Inicia experiência de fotógrafo que irá até 1931. |
. | 1926 - Macunaíma tem sua primeira versão, escrita em uma semana. Colabora na Revista de Antropofagia, na Revista do Brasil e em Terra roxa e outras terras. A convite de Oswald de Andrade, torna-se crítico de A Manhã, suplemento paulista. Publica Losango cáqui, com capa de Di Cavalcanti e uma tiragem dew 800 exemplares, custeada pelo autor. Publica Primeiro andar, livro de contos. No prefácio, escrito em 1923, escreve: "Se agora acontece às vezes me equilibrar sozinho sobre esses meus pés bem calçados, não tive parada toda a casa dos vinte. Andei, portanto, nos pomares de muitas terras, comendo frutas cultivadas por Eça e por Coelho Neto, por Maeterlinck..." |
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