1914 -
Escreve poesia e ficção "Conto de Natal".
1915 -
Publica seu primeiro texto na imprensa a crítica musical "No Conservatório
Dramático e Musical: Sociedade de Concertos Clássicos"- publicado no Jornal do
Comércio, a 11 de setembro, assinado M.
1917 -
Publica os primeiros ensaios de crítica de arte em jornais e revistas; publica seu
primeiro livro, Há Uma Gota de Sangue em Cada Poema, sob o pseudônimo de Mário
Sobral. O projeto gráfico é de sua autoria e o livro é bem recebido pela crítica.
Inicia sua Marginália.
1918
- Colabora em A Gazeta como crítico de música; ali publica, a 3 de
setembro, o artigo "A divina preguiça". Manda sonetos para O Echo.
1919 - É colaborador de A
Cigarra, O Echo e A Gazeta.
1920 - Colaborador de Papel
e tinta, revista paulista; publica contos, esquetes, críticas e uma carta-aberta ao
presidente do Estado, defendendo o nacionalismo na estatuária pública, assinando como
Saci Pererê.
Colabora na Ilustração
Brasileira e na Revista do Brasil, ambas cariocas; declara-se cronista. Sua
seção "De São Paulo", veicula crônicas ligadas à temática e à imagem da
cidade de São Paulo, com seus contrastes de cidade grande, o traje de losangos
"arlequinal".
Colabora em Miscelanea,
periódico católico, assinando as "Eclesiásticas".
Escreve os poemas de Paulicéia
desvairada.
1921 - Em resposta ao
artigo "Meu amigo futurista", publicado por Oswald no Jornal do Comércio
e em que apresenta Mário de Andrade aos leitores, Mário publica "Futurista?",
repudiando rótulos estéticos e firmando sua própria pesquisa da modernidade.
Escreve para o Jornal do
Comércio a série "Mestres do passado", contra o parnasianismo.
Escreve o "Prefácio
interessantíssimo", do livro Paulicéia desvairada.
1922 -
Publica, pela Casa Mayença, Paulicéia Desvairada, de que consta o "Prefácio
Interessantíssimo", com capa do autor, inspirada na capa de Arlechino, de
Soffici. Segundo Mário da Silva Brito, com este livro nasce a poesia modernista. E
segundo o próprio autor, em carta para Manuel Bandeira, de maio de 1924: "Paulicéia
é a cristalização de vinte meses de dúvidas, de sofrimentos e cóleras. É uma bomba.
Arrebentou! Toda bomba arrebenta com os estrépitos e excessos de liberdade. Meu mal, se
mal houver nisso, foi não corrigir-lhe o que tinha de excessivo barulho e excessiva
liberdade construtiva".
Faz parte do grupo da
revista Klaxon, colaborando em todos os números, multiplicando-se em temas e
pseudônimos; como crítico, defende o cinema nacional.
Nas conferências da Vila
Kyrial, fala sobre a poesia modernista.
Escreve Losango cáqui.
1923 - Nas conferências
da Vila Kyrial, fala sobre Paralelo entre Dante e Bethoven.
Inicia Amar, verbo
intransitivo, romance em que a personagem Fräulein é inspirada em sua professora de
alemão.
Conclui A escrava que
não é Isaura.
Escreve o poema
"Carnaval carioca".
Colabora na revista Ariel,
de São Paulo.
Inicia as "Crônicas
de Malazarte", na revista América brasileira.
1924 - Traduz do alemão, Lieder
para o recital de canto de Lotte Winzer Sievers, no Conservatório.
Escreve "Noturno de
Belo Horizonte" e "O poeta como amendoim."
Participa das conferências
da Vila Kyrial, com "O cubismo".
Envia textos para a revista
Estética, do Rio de Janeiro.
1925 -
Colabora em A Revista, de Belo Horizonte.
No terceiro número da Estética,
publica carta aberta a Alberto de Oliveira, reforçando ideias modernistas.
É um dos escritores
convidados pelo jornal carioca A Noite para "O Mês modernista", balanço
do movimento.
Compõe "Louvação
matinal" e "Louvação da tarde", de Remate de males.
Publica A Escrava Que
Não É Isaura. O livro fora escrito menos de dois meses depois da Semana de Arte
Moderna, em 1922. O clima de polêmica apareca nas palavras de Mário no Prefácio do
livro: "Passadista é o que faz o papel de carro de boi numa estrada de
asfalto." Ainda, "O passadista procura na obra de arte a natureza e como não a
encontra, conclui: paranóia ou mistificação."
1926 - Macunaíma
tem sua primeira versão, escrita em uma semana.
Colabora na Revista de
Antropofagia, na Revista do Brasil e em Terra roxa e outras terras.
A convite de Oswald de
Andrade, torna-se crítico de A Manhã, suplemento paulista.
Publica Losango cáqui,
com capa de Di Cavalcanti e uma tiragem dew 800 exemplares, custeada pelo autor.
Publica Primeiro andar,
livro de contos. No prefácio, escrito em 1923, escreve: "Se agora acontece às vezes
me equilibrar sozinho sobre esses meus pés bem calçados, não tive parada toda a casa
dos vinte. Andei, portanto, nos pomares de muitas terras, comendo frutas cultivadas por
Eça e por Coelho Neto, por Maeterlinck..."
1927 -
Escreve um diário de viagem, a primeira parte de O turista aprendiz. Não o
publica imediatamente, preparando edição definitiva apenas em 1943 e deixa-o inédito.
Publica Amar, Verbo
Intransitivo e Clã do Jabuti.
Começa a escrever o
inédito Balança, trombeta e Battleship.
Entra para o recém-fundado
Diário Nacional, órgão do Partido Democrático. Respondendo pela redação
estão Sérgio Milliet, Antônio Carlos Couto de Barros e Amadeu Amaral. Neste jornal
deixa sua maior produção de textos jornalísticos: mais de mil escritos de crítica,
poesia, crônica e contos, entre 1927 e 1932, quando o jornal é fechado.
Colabora em Verde,
jornal de Cataguases.
1928 - Publica Macunaíma,
dedicando-o a Paulo Prado. Da viagem ao Norte, Mário teria colhido novos elementos com os
quais fez uma revisão de seu material para publicação. Sobre o livro, Mário escreve a
Manuel Bandeira em carta de 1927: "Fiz questão de mostrar que Macunaíma, como
brasileiro que é, não tem caráter. Ponha reparo, ora é corajoso, ora covarde." Em
outra carta, de 1930: "Muito secretamente, o que me parece é que a sátira, além de
dirigível ao brasileiro em geral, de que mostra alguns aspectos característicos,
escondendo os aspectos bons sistematicamente, o certo é que sempre me pareceu também uma
sátira mais universal ao homem contemporâneo."
Publica Ensaio Sobre
Música Brasileira;
Durante a viagem ao
Nordeste, escreve para o Diário Nacional a série de crônicas de O turista aprendiz,
que irá compor a Segunda parte do livro homônimo posteriormente publicado.
1929 - Publica Compêndio
de História da Música, depois reescrito e reintitulado Pequena História da
Música (1942).
Assina, como cronista, a
coluna "Táxi" no Diário Nacional.
Planeja, com o material
coletado nas viagens ao Norte e ao Nordeste, a obra Na pancada do ganzá, que deixa
inédita. Os livros que a compõem: Danças dramáticas do Brasil, Música de
feitiçaria no Brasil, Melodias do boi e outras peças e Os cocos recebem
publicação póstuma, através do trabalho de sua aluna e discípula, Oneida Alvarenga.
Inicia pesquisa para o Dicionáio
musical brasileiro, também não concluído, posteriormente editado por Flávia
Camargo Toni.
1930 -
Publica, na revista Ilustração brasileira, o importante ensaio "Origens do
fado"
Publica Remate de Males.
Publica Modinhas e
Lundus Imperiais, antologia de peças do século XIX.
1932 - Publica uma série
de croniquetas no Diário Nacional, sob os pseudônimos de Luis Antônio Marques e Luis
Pinho.
Colabora no Boletim de
Ariel e na Revista Nova.
1933 - Seu livro Amar,
Verbo Intransitivo é publicado em New York com o título de Fraulein.
1935 - Escreve a
introdução aos Estudos de Folclore de Luciano Gallet.
Publica Belazarte.
Os contos vinham sendo escritos desde 1924.
Publica no Diário de
São Paulo o ensaio Os congos.
Colabora em Festa e
no Boletim de Ariel.
Publica Música, Doce
Música.
1938 - É
publicado em separata da Revista do Arquivo, vol. XCI, O Samba Rural Paulista.
Colabora na Revista
acadêmica, do Rio de Janeiro.
Escreve para O Estado de
São Paulo e faz crítica literária para Diário de Notícias. Ali, sua
seção "Vida literária", contará até 1940, com rica produção, onde Mário
selecionará artigos para Empalhador de passarinhos.
É publicado em separatas dos Anais do
Primeiro Congresso da Língua Nacional Cantada Os Compositores e a Língua Nacional
e A Pronúncia Cantada e o Problema do Nasal brasileiro, Através de Discos.
1939 - Publica Namoros
com a Medicina., pela livraria Globo, de Porto Alegre. No prefácio escreve:
"Jogado para fora da escrita por paixões talvez mais humanas, aos poucos, vou
tornando ao vício velho da literatura."
Publica os ensaios
"Cândido Portinari" e "A expressão musical nos Estados Unidos".
Publica A música e a
canção populares no Brasil, pelo Institut de Coopération Intellectuele.
Inicia a redação de Quatro
pessoas.
1940 - Início da
correspondência com Henriqueta Lisboa e Moacir Werneck de Castro.
1941 -
Publica Poesias.
Colabora em Clima,
onde publica "Elegia de Abril".
É publicado em separata da
Revista do Arquivo, vol. XCIII , A Nau Catarineta;
Publica Música do
Brasil, dividida em duas partes: Evolução social da música brasileira e Danças
dramáticas ibero-brasileiras.
1942 - Realiza
conferência, no Rio de Janeiro, a convite da Casa do Estudante do Brasil, "O
movimento modernista."
Contatos com o editor
Martins para a publicação de suas Obras completas.
Colaborador em O Diário
de São Paulo, O Estado de São Paulo e da Folha de São Paulo.
Contrata com a Editorial
Losada, de Buenos Aires, livro sobre Portinari.
Reescreve Pequena
História da Música.
É publicado O Movimento Modernista.
1943 - Escreve para a Folha
de São Paulo o ensaio "Arte inglesa"e as lições da "Vida do
Cantador"
Inicia a publicação das Obras
completas: Pequena história da música, Os Filhos da Candinha, O Baile das Quatro
Artes e Aspectos da Literatura Brasileira.
Escreve os poemas de O
carro da miséria.
1944 -
Escreve para a Folha de São Paulo "Mundo musical" e "O
banquete".
Escreve Lira paulistana.
Recebe a tradução
espanhola e as ilustrações para nova edição de Macunaíma.
Inicia a redação de "A meditação
sobre o Tietê", que termina em fevereiro de 1945.
1945 - É
publicado em edição do SPHAN Padre Jesuíno do Monte Carmelo .
Neste ano, sai Lira paulistana.