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1922 Passa a freqüentar as páginas das revistas literárias com sua estréia na revista católica Árvore Nova.

1925 Adere ao Movimento Modernista, integrando o grupo da revista carioca Festa.

1927 Começo da primeira fase da revista Festa (1927-29 e 1934-35).

1929 Candidata-se à Cátedra de Literatura da escola normal, com a tese "O Espírito Vitorioso". Não é aceita, devido a preconceitos retrógrados. "Em 1929, Cecília Meireles apresenta a tese O espírito vitorioso para a cátedra de Literatura da Escola Normal do Distrito Federal. A defesa é brilhante, mas incapaz de vencer as mentes predispostas já a oferecer o cargo a quem fosse reconhecidamente do grupo católico.".

1930 Inicia sua colaboração no Diário de Notícias do Rio de Janeiro, onde mantém uma seção diária sobre educação.

Dirigiu entre 1930 e 1934 uma página diária dedicada aos assuntos de ensino no Diário de Notícias. Segundo Valéria Lamego, a Página de Educação foi publicada de 12 de junho de 1930 a janeiro de 1933.

1932 Assina em 19 de março o "Manifesto da nova educação ao Governo e ao Povo" publicado na Página de Educação, ao lado de Fernando de Azevedo, Anísio Teixeira, Lourenço Filho, Hermes Lima e outros ("Manifesto dos pioneiros da Escola Nova").

1933 Em novembro é convidada a retornar à imprensa pelo jornal A Nação. Havia, entretanto, uma condição: que ela não falasse em política.

1934 Em 1934 criou uma Biblioteca Infantil especializada, em Botafogo. A primeira do gênero, que durou quatro anos.

Organiza nossa primeira biblioteca infantil, no Pavilhão Mourisco, em Botafogo. (1) "Em 1934, é designado pela Secretaria de Educação da Prefeitura do Distrito Federal para dirigir um Centro Infantil, a ser instalado no Pavilhão do Mourisco. Cria então a primeira biblioteca infantil da cidade e aproveita ao máximo as possibilidades arquitetônicas do Pavilhão, para oferecer às crianças múltiplas atividades educativas e recreativas. Naquele clima de magia tão essencial à mente infantil, as torres passam a abrigar, entre refúgio e descoberta, coleções de selos e estampas e uma discoteca. O porão, decorado por Fernando Correia Dias, é uma espécie de cidade encantada onde as crianças possam exercitar livremente sua imaginação. Nas datas especiais, imprimem-se folhetos educativos, com figuras, poemas, textos breves e fotos, para distribuir aos pequenos usuários do Centro. Foi curta, porém, a vida desse paraíso infantil. Novamente armaram-se as intrigas políticas, e a entidade foi fechada, sob a alegação de que a biblioteca continha livros perigosos para a formação das crianças. A evidência foi a presença de As Aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain. Mais evidente, entretanto, foi a má repercussão do episódio, tanto nos Estados Unidos da América quanto no Brasil."

Encerra sua colaboração no Diário de Notícias.

Em 1934, a convite do Secretariado de Propaganda, de Portugal, visitou esse país, onde fez conferências nas universidades de Lisboa e Coimbra, difundindo aspectos da literatura brasileira.

Faz sua primeira viagem a Portugal. "Em setembro do mesmo ano, Cecília Meireles faz sua primeira viagem ao exterior. A convite do Governo Português, apresenta uma série de conferências nas Universidades de Lisboa e Coimbra. Em Portugal mesmo. Publicam-se os textos de duas delas, Notícia da Poesia Brasileira e Batuque, Samba e Macumba, este último acompanhado dos desenhos que o próprio poeta traçara e expusera no recinto da conferência, para melhor ilustrar o nosso folclore."

1935 É nomeada professora de Literatura Luso-Brasileira e de Técnica e Crítica Literária da Universidade do então Distrito Federal (UFRJ).

"Em 1935, fundada a Universidade do Distrito Federal, foi nomeada para lecionar Literatura Luso-Brasileira e, depois, Técnica e Crítica Literária, e exerceu a função de 1936 a 1938. Professoau vários cursos livres sobre Literatura Comparada e Literatura Oriental.".

1936 "De 1936 a 1938, a Universidade do Distrito Federal acolhe suas aulas de Literatura Luso-Brasileira, Técnica e Crítica Literárias. O jornal A Manhã abriga a coluna de Folclore, o Correio Paulistano divulga as crônicas semanais, A Nação publica outros escritos regulares. Passa a trabalhar no Departamento de Imprensa e Propaganda, onde é responsável pela revista Travel in Brazil."

1940 Viaja para os Estados Unidos, ministrando aulas de Cultura e Literatura brasileira na Universidade do Texas. A partir de então sucedem-se as viagens a intervalos regulares: México, Uruguai, Argentina, Açores, França, Bélgica, Holanda, Índia, Porto Rico e Israel. Em várias ocasiões difunde a nossa cultura, através de conferências e publicações locais.

Viaja para os Estados Unidos, lecionando Literatura e Cultura Brasileira, na Universidade do Texas. Depois viajou pelo México, ainda em viagem de intercâmbio cultural, fazendo conferências sobre literatura, folclore e educação.

1942 Publica no jornal A Manhã, de 1942 a 1944, importantes estudos sobre folclore infantil.

Entre 1942 e 1944, colabora com uma coluna semanal sobre folclore brasileiro para o jornal A Manhã.

1944 Visita o Uruguai e a Argentina.

1948 "Autoridade em assunto de folclore, desde a instalação da Comissão Nacional de Folclore, em 1948, com ela colaborou, tendo sido secretária do Primeiro Congresso Nacional de Folclore, em 1951."

1949 Em janeiro profere as três conferências sobre literatura infantil que darão origem ao livro Problemas da Literatura Infantil, no Curso de Férias promovido pela Secretaria da Educação, na cidade de Belo Horizonte.

1951 Secretaria o I Congresso Nacional do Folclore, Rio Grande do Sul, como membro da Comissão Nacional de Folclore.

1953 Visita Índia, Goa e Europa.

Recebe o título de Doutor honoris causa da Universidade de Delhi, na Índia.

De 1953 a 1959 participa "do famoso suplemento literário do Diário de Notícias, que na década anterior publicava os rodapés semanais de Sérgio Buarque de Hollanda e Mário de Andrade.".

1954 Visita a Europa e Açores.

1957 Visita Porto Rico.

Professa curso de Literatura Oriental, especialmente dramática, na Fundação Dulcina.

1958 Visita Israel.

1964 Publica Ou Isto ou Aquilo.



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