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1918 - Primeira publicação no jornal A Imprensa, de Natal
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| 1918 - Em 18 de outubro publica sua primeira crônica n’A Imprensa (O Tempo e Eu, p.61), segundo Mario Casar Carvalho numa coluna batizada "Bric à Brac" (Mais!, p.4). | |||||||
1919 - Morou na rua Cassiano no. 2 no Rio de Janeiro.(Diógenes Lima, p.69) |
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1920 - Nos anos 20, estudou medicina em Salvador e no Rio, com intenções de ganhar um laboratório do pai e tornar-se pesquisador como Pasteur e Oswaldo Cruz. (Mais!, p.4) "Quando estudei medicina só se aprendia a arquitetura do homem, a criatura biológica, ossatura, funções, reprodução. Não se estudava o homem como criador de cultura." (Diogenes Lima, p.70) "De 1920 a 1926, quantos tipos de rapazes e meninas ensinaram-me muito mais do que aprenderam comigo!" (Diogenes Lima, p. 71) |
1920 - Publicou Versos reunidos de Lourival Açucena. | 1920 - "De 1920 a 1932 fui devorador de livros e Henrique Castriciano seguia o ritmo delirante porque não era capaz de disciplinar-me quem nunca tivera disciplina." (Diogenes Lima, p.69) | |||||
| 1921 - Publica Alma Patrícia: "...crítica impressionista e admirativa", notas bibliográficas sobre dezoito escritores potiguares: "Em ligeira e superficial revista passo o(sic) mostrar os espíritos cultos dos meus patrícios... Dá-se que ninguém em Natal é literato. A literatura por aqui é um mero diletantismo, passa-tempo, distração de espírito... Depois, a materialidade da vida se encarrega de os arrebanhar aos balcões, mesas de burocracia ou descansos nas fazendas ou cidades do interior... Fiz o que pude. Quem melhor o poder fazer, faça-o para maior brilho do nosso Estado pequenino. Levo ao final o estudo feito. De nenhuma erudição, nenhuma arte é composto. Salva-o a minha sinceridade" CÂMARA CASCUDO: Alma patrícia Apud: ARAÚJO, Humberto. Asas de Sófia. Natal: FIERN/SESI, 1998. p.26. Referência ainda a dois parágrafos, no último ensaio do livro, sobre as quadrinhas de Josué Silva, reveladoras de seu interesse pelos estudos sobre a oralidade. | |||||||
1922 - Referência ao fato de Monteiro Lobato tê-lo visto com sua bengala de cana-da-Índia "no São Paulo de 22". (O Tempo e Eu, p.215); referência ao Rio de Janeiro em 1922 : "Aquele rapaz do meu tempo carioca...o meu rapaz de 1922." (O Tempo e Eu, p. 251); Visita a Exposição Universal do Rio de Janeiro, em novembro; Visita a agência jornalística "A Americana" (Araújo, 1995, p.104) |
1922 - Escreve crônicas para o jornal A República. | 1922 - Semana de Arte Moderna, SP; Levante do Forte de Copacabana; Exposição Universal do RJ; fundação do PCB. | |||||
1924 - Publica Joio, "faz a leitura de vários poetas e escritores brasileiros e argentinos, só um de Natal - Ferreira Itajubá". Primeira parte, crônicas – memória cultural que se deposita nos mitos: "As verdades do sr. Comércio, Os cavalos da Mesopotâmia, As razões de Baccho". Ligações de Joio e Canto de muro. (ARAÚJO, 1998 p. 34). Publica Histórias que o tempo leva: histórias da província, construídas a partir de dados históricos e das lendas locais. Livro comentado por Mario de Andrade (carta de 26/9/24) e por Gilberto Freyre, Diário de Pernambuco, 28/8/24 |
1924 - Inicia troca de correspondência com o escritor paulista Mario de Andrade. |
1924 - Movimento Tenentista em SP, liderado por Isidoro Dias Lopez. | |||||
1925 - Delegado do Rio Grande do Norte no VIII Congresso Nacional de Geografia; Orador do Instituto Arqueológico nas festas do Centenário de D. Pedro II. "Estou ansiado, triste e só. Há poucos meses é que o meu Estado iniciou um movimento de atenção ao derredor de mim. É terrível. E estou ficando velho. Velho sem ter aqueles olhares de inimigo. O inimigo era o meu ritmo. Britava por ele as minhas asperezas angulares. Este olhar de atenção curiosa que se cerca está me ... mastigando. Estou moralmente de sobre-casaca. E de lenço vermelho. E jogando gamão debaixo da árvore. E me interessando pela política. Me mizerum..."( Carta a MA, 30/12/25) |
1925 - Monografias "Morte de Francisco Solano Lopez", para o Congresso de Geografia e "Bouddha é santo católico?";’Anuncia ter escrito livro sobre tradições, Lendas e tradições : "Desde 22 que lia e reunia notas, viajava e observava." (Carta para MA, 12/07/25). Este livro não foi publicado. Anuncia ainda:"O Potyguarania está pronto. Infelizmente o Estado está terrível de finanças e eu não quero obrigar o meu amigo Dr. José Augusto(que o governa) a publicar. Fica o livro por aqui. Eu tenho pronto (há uns 15 meses) um livro de contos do sertão Estou balançando a cabeça feito lagartixa entre esses dois nomes – Vaqueiros e cantadores e Sertão de inverno." (Carta a MA 30/12/25) Este livro foi chamado de Poética Sertaneja e desapareceu, sendo reescrito em 1939 como Vaqueiros e cantadores. | 1925 - Amadeu Amaral funda a Sociedade Demológica em SP; I Congresso Regionalista do Nordeste, organizado por intelectuais ligados a Gilberto Freyre, do qual Cascudo participa. | |||||
| 1926 - "O estudo que lhe agradou – sobre a cidade de Natal – pertence a um livro de reconstruções históricas. Chamar-se-á "Figuras de velha memória" se Deus for servido. Estou muito triste por não poder realizar o meu trabalho de imaginação. O acaso tem me fornecido notas de tal maneira preciosas que sou um dos raros conhecedores do passado potiguar. É um desserviço à minha terra engolir estas notas ou deixar que se escreva errado o que se passou direito ou vice-versa." (Carta MA, 8/8/26) | |||||||
1927 - Encontro com Mario de Andrade. Passam juntos um dia em Natal. |
1927 - Publica López do Paraguai. | 1927 - Gustavo Barroso publica Através dos Folk-lores, oferecido a Cascudo com dedicatória: "Ao velho amº, D. Luiz da Câmara, fidalgo de espírito e de modos, com a saudade do G. Barroso." |
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1928 - Formou-se na Faculdade de Direito de Recife (Ciências Jurídicas e Sociais); nomeado professor interino do Ateneu Norte-Riograndense. (O Tempo e Eu, p.48) Na juventude, usava monóculo, polaina e uma bengala da Índia. Era elegante, disputado pelas moças de Natal. Com a finalidade de ter seu próprio laboratório e para ser um doutor, como convinha ao status de sua família, estudou medicina na Bahia e no Rio de Janeiro. Abandonou o curso no quarto ano, resolveu estudar na Faculdade de Direito do Recife, onde se formou neste ano. (Diógenes Lima, p.21) "Sou como toda a gente um bacharel formado!" (O Tempo e Eu, p.48); "Ensinava História em colégios e cursos particulares. Fiz, desta forma, minha entrada no magistério estadual, onde penso não haver deixado rasto de lama, cinza e tisna." (O Tempo e Eu, p.41) |
1928 - Projeto de livro sobre a história do Rio Grande do Norte, "em três volumes. Divido-os assim: expansão geográfica, conquista, colonização, povoamento, fixação do contorno territorial. Segundo volume: Administração, política, expressão econômica, história da sociedade (genealogia das principais famílias, núcleos de irradiação política, indumentária, culinária, costumes, festa, música, religião). Terceiro volume: História da Literatura."(Carta a MA, 1/1/28) | 1928 - Monteiro Lobato edita em São Paulo sua história do Rio Grande do Norte (Mais!, p.4); Segundo encontro com Mario de Andrade. Passam um mês juntos em Natal e fazem a viagem de uma semana ao interior do Estado, em companhia de Antonio Bento de Araújo Lima. |
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| 1929 - Casa-se com Dáhlia Freire, em 21/04; nomeado Diretor do Ateneu; "Todo o meu ultra lindo livro sobre Olinda parou. Estou advogando,seu Mario! Um encanto. Ai! A praxe forense! Que livrão a gente contar o que vem a ser o foro e suas inacreditáveis asnidades..." (Carta a MA, 3/9/29) | 1929 - Projeto de "Etnografia Tradicional do nordeste brasileiro". | 1929 - Encontro, na casa do Tyrol, com Gustavo Barroso. | 1929 - Morre o folclorista Amadeu Amaral . |