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1882 - Nascimento
 
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1882 - 18 de Abril : Nasce José Renato Monteiro Lobato, "em Taubaté, na então província de São Paulo. Monteiro Lobato era filho de uma tradicional família de plantadores de café do já então decadente Vale do Paraíba." (André Luiz Vieira de Campos. A República do Picapau Amarelo: Uma Leitura de Monteiro Lobato . São Paulo, Martins Fontes, 1986. p: 3)

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1886 - Aprende as primeiras letras com a sua mãe Dona Olímpia (Edgar Cavalheiro. Monteiro Lobato, Vida e Obra . Vol. 1.)
1887 - "Apesar do ar severo, imponente, o Visconde se desmanchava em agrados aos netos, particularmente a Juca, o varão, que recebia sempre como presente de festas aquelas idas `a chácara, e ao casarão da cidade, onde havia a sala encantada - o escritório do avô. Estantes enormes, cheias de grossos tomos. Ainda era cedo para entendê-los, mas o menino adorava folhear a ‘Revista Ilustrada’, de Ângelo Agostini, ou a ‘Novo Mundo’ de J. C. Rodrigues. Uma coleção do ‘Journal des Voyages’, foi, no entanto, o seu maior encanto. ‘Cada vez, diz êle, que me pilhava na biblioteca do meu avô, abria um daqueles volumes e me deslumbrava. Coisas horríveis, mas muito bem desenhadas - do tempo da gravura em madeira. Cenas de índios escapelando colonos. E negros de compridas lanças contra o inimigo numa gritaria. Eu ouvia os gritos... E coisas horrorosas da Índia. Viúvas na fogueira. Elefantes esmagando sob as patas as cabeças dos condenados. E tigres agarrados `as trombas de elefantes. E índios da Terra do Fogo, horríveis, a comerem lagartixas vivas. E eu via a lagartixa bulir’." (Edgar Cavalheiro. Monteiro Lobato: Vida e Obra . Vol.1 p: 22-23)

"A mais antiga lembrança de menino está ligada `a natureza e remonta aos cinco anos de idade: da varanda da casa grande, por cima do parapeito, êle descortinava, diáriamente, os terreiros de café, cercados pelo muro de taipa que num quadrado fechava o recinto daquele castelo. O portão abria-se para a estrada das Sete Voltas, que demandava Taubaté. Depois da estrada, o terreno descia íngreme até o ribeirão. Transposto este, começava outro morro. Um morro coberto de escura mata virgem. Da varanda, o pequeno olhava a floresta como um fantástico ninho de onças e de índios. Evaristo, seu pajem, lhe contara que lá existiam selvagens, homens nus, de tanga, de penas, armados de arco e flechas, que comiam gente. Juca [Monteiro Lobato] olhava para o morro e sentia-se tomado de um pavor medonho, causador de agitadas noites de insônia. Mas um dia, seu pai convidou-o para acompahá-lo numa caçada de jacus. Lá seguiu, atrás dêle, feito uma sombrinha, realizando, assim, a sua primeira grande aventura romântica(...) O sombrio da mata, aquêle frescor úmido, os troncos musguentos que lhe pareciam gigantescos, a cipoama enredada, o silêncio, tudo isso foi deixando Juca naquele estado de espírito com que fixaria, muitos anos depois, o Pedrinho, quando, `as escondidas de Dona Benta, penetrou pela primeira vez no capão de mato do Tucano Amarelo, onde havia até onças." (Edgar Cavalheiro. Monteiro Lobato: Vida e Obra . Vol.1, pp: 18-19)

"Juca era menino quieto, pouco arteiro. Ester e Judite, suas irmãs mais novas, eram as companheiras de folguedos. Em que consistiam êles? Naqueles tempos, nas fazendas, as crianças costumavam brincar com bonecos de sabugo. Tomavam sabugos de milho e os vestiam como se fôssem bonecas. Ou então xuxus, aos quais punham pernas de palitos, e assim êles ficavam sendo os ‘cavalos’, os ‘porquinhos’... As crianças, anotou o próprio Lobato, ‘desadoram os brinquedos que dizem tudo, preferindo os toscos onde a imaginação colabore. Entre um polichinelo e um sabugo, acabam conservando o sabugo. É que êste ora é um homem, ora uma mulher, ora é carro, ora é boi - e o polichinelo é sempre um raio de polichinelo’." (Edgar Cavalheiro. Monteiro Lobato: Vida e Obra . Vol.1, p: 19)

"Como todos os demais fazendeiros seus pais possuíam residência na cidade, e ali permaneciam boa parte do ano. A casa da cidade ocupava tôda uma quadra: separada de um lado pelos trilhos da Central, dava frente para o Jardim Público, no Largo da Estação, um dos poucos lugares que lhe permitiam ir sem acompanhantes. E o largo era, algumas vêzes, escolhido para nêle armarem os circos que, espaçadamente, chegavam a Taubaté (...)

Comovido, diante de um circo, o adulto Lobato relembra com emoção a chegada e permanência dêle na cidadezinha: ‘Lá estava ela, a clássica barraca, iluminada por dentro e deixando ver desenhados no pano os vultos dos espectadores dos bancos de cima. Em redor os tabuleiros enfeitados com lanterninhas dúbias e mulheres acocoradas ao pé, vendendo baús de pastéis, cestas de amendoim torrado, balaios de pinhão cozido, e a saparia que espia de fora porque não tem o deztustão da entrada. Pelas ruas deslizavam famílias em caminho do circo. Deslizavam umas sombras diáfanas, `a luz baça, misturada de luar e gás. Bandos de pretas passavam tagarelando, ruflando saias engomadas. Iam depressa, num açodamento ingênuo, sequiosas das graças do palhaço’.

Recorda, então, os tempos em que também sentia essa sofreguidão nas noites magníficas em que o pai anunciava na mesa: ‘Hoje vamos aos cavalinhos’. Duas horas antes, já estavam prontos; êle de fatiota preta, boné a marinheiro e bengalinha de junco. Revê-se nítidamente, sentadinho na terceira tábua da arquibancada, a lançar olhadelas gulosas para a última, rente ao pano, lá onde se repimpavam os moleques, lá onde gostaria de ficar, se o pai deixasse. Era sempre ali, tão baixo, tão perto do chão... Tocava a sinêta. A molecada pedia o paiaço (...): ‘Eu não podia ver o palhaço que não risse a pnto de incomodar os vizinhos. A cara pintada, os modos, a roupa, tudo era imensamente engraçado’." (Edgar Cavalheiro. Monteiro Lobato: Vida e Obra . Vol.1, pp: 20-21)

1888 - "Dêsse tempo uma das cenas de que quardou viva memória, foi a da última visita de Pedro II `a Provícia de São Paulo, quando o Imperador se hospedou na casa do avô(...) A Figura patriarcal de Pedro II, o cerimonial, nada disso o impressionara tanto quanto a falinha fina da imponente figura." (Edgar Cavalheiro. Monteiro Lobato: Vida e Obra . Vol. 1., p: 23) 1888 - Abolição da Escravidão
1889 - É desse tempo a primeira resolução séria tomada por José Renato Monteiro Lobato: seu pai possuía uma bengala que o encantava: um unicórnio côr de âmbar, com castão de ouro granulado. Bem em cima, no tôpo do castão, numa parte lisa do metal, estavam gravadas as seguintes iniciais: J.B.M.L. Essas iniciais estragavam todos os seus planos. Afinal, pensava o pequeno Juca, quando meu pai morrer não poderei usar essa bengala ‘Eu me chamo José Renato; as iniciais são J. B.; êsse diabo do B...’ E por causa da bengala do José Renato Monteiro Lobato resolveu mudar o nome. Passou a chamar-se, para todos os efeitos, José Bento Monteiro Lobato." (Edgar Cavalheiro. Monteiro Lobato: Vida e Obra. Vol.1, p: 26)

"Está com sete anos quando L. Kenedy abre em Taubaté Novo Colégio. Juca foi um dos primeiros matriculados. Era um excelente Colégio, mas por questões econômicas não se manteve, fechando poucos meses depois. Keneddy foi em breve substituído por Miss Stafford, senhora irlandesa, radicada na cidade. Fundou ela uma escola mista - ‘Colégio Americano’ - que também não durou muito tempo, apesar dos novos métodos de ensino e do excelente corpo de professôres. Ao ‘Americano’, sucedeu o ‘Colégio Paulista’, do positivista Josino Mostardeiro. Fechando-se também êste, Lobato foi para o ‘São João Evangelista’ dirigido por Antônio Quirino de Souza e Castro. Nessas escolas fêz os estudos primários e parte dos preparatórios, até a transferência para São Paulo, onde, no ‘Instituto Ciências e Letras’, concluiu o estudo das matérias indispensáveis `a matrícula no curso superior."

"Aliás, seus divertimentos preferidos inclinavam-se, cada vez mais, para o garatujar incessante e o incessante debruçar-se sôbre os poucos livros que lhe caiam nas mãos. Não havia muitos volumes para crianças naquele tempo. Êle conseguira reunir uns poucos, que lia e relia: três obras de Laemmert, adatadas por Jansen Muller, e dois álbuns de cenas coloridas - ‘O Menino Verde’ e o ‘João Felpudo’. Havia ainda o ‘Róbinson’ resumido e certo livro de narrativas ingênuas intitulado ‘Dez Contos’, incansávelmente lidos e relidos. Êsse último, êle o perdeu no Jardim Público, certa tarde." (Edgar Cavalheiro. Monteiro Lobato: Vida e Obra . Vol.1, p: 26)

"Um quadro que Monteiro Lobato guardava nítida imagem era o dêle entre a criançada humilde, crias da casa em geral, e as irmãs, todos a rodearem-no, enquanto folheava as páginas dêsses livros, mostrando-lhes as figuras e lendo-lhes os dizeres." (Edgar Cavalheiro. Monteiro Lobato: Vida e Obra . Vol.1, p: 26)

"Dos mestres, o que lhe causou mais viva impressão foi o Dr. Quirino. Muitos anos depois, recorda-o numa página de comovente tributo: ‘Eu era bem criança quando o vi pela primeira vez: um homem alto, de cartola. A cartola impressionou-me profundamente por ser novidade para mim. (...)

E eu corria de onde estivesse, para ‘ver’ a singular estranheza daquele homem alto, desempenado, sempre de preto e de cartola (...) Um dia fui parar em seu Colégio, onde êle era o professor de gramática. O compêndio de Bento José de Oliveira, encadernado em couro... O colégio ficava a uns três quilômetros de minha casa, distância que eu vencia com o Bento José diante dos olhos, procurando decorar a lição, mas sem entender coisa nenhuma. O que mais tarde me fêz escrever ‘Emília no País da Gramática’, talvez fôsse a lembrança do muito que naquele tempo me martirizou a tal ‘arte de falar e escrever corretamente’. Na aula tínhamos diante de nós o homem misterioso em pessoa, sem cartola, mas sempre duma originalidade tremenda em todos os seus atos. comecei a conhecer o Doutor Quirino, embora na minha infantilidade, não pudesse analisá-lo nem defini-lo e muito menos compreendê-lo’." (Edgar Cavalheiro. Monteiro Lobato: Vida e Obra . Vol.1, p: 23)

1893 - "Anda pelos onze anos quando descobre que uma pescaria tem seus encantos. Impulsivo é todo da beira do rio por uns tempos: o anzol o tresmalho e o covo faziam-no esquecer o mundo. Talvez por imitação ao pai, interessou-se também pelas caçadas e tanto pediu que acabou ganhando uma linha carabina Flaubert.

(...) é nessa época que mais está interessado em rabiscar, em garatujar. Um desenho de Gumercindo Saraiva, que copiou dum jornal e ‘saiu ótimo’, mereceu a aprovação de todos os parentes e os incondicionais louvores dos amigos da casa. Assim como a cópia de um quadro representando uma canoa deslisando lentamente no meio do rio..." (Edgar Cavalheiro. Monteiro Lobato: Vida e Obra . Vol.1, p: 27)

1894 - Descobre Júlio Verne aos 12 anos de idade (Edgar Cavalheiro. Monteiro Lobato: Vida e Obra . Vol.1, p: 42)

"Recordando a vida colegial, dizia que os mestres tinham contribuído muito pouco para a formação de seu espírito. No entanto, acrescentava, a Júlio Verne devia todo um mundo de coisas. Júlio Verne abrira-lhe as portas da geografia e das ciências físicas e sociais, descerrando-lhe as cortinas do mundo como coisa viva, pitoresca, composta de paisagens e dramas. De posse dessa visão, e esporeada pela imaginativa, a inteligência ‘compreendeu e quis saber’. ‘Que menino, perguntava êle, mais tarde, após a leitura de ‘Keraban, o Cabeçudo’ não corre espontâneamente a abrir um atlas para ver onde fica o Bósforo? A inteligência só entra a funcionar com prazer, eficientemente, quando a imaginação lhe segue de guia. A bagagem de Júlio Verne, amontada na memória, faz nascer o desejo do estudo. Suportamos e compreendemos o abstrato só quando existe material conmcreto na memória’." (Edgar Cavalheiro. Monteiro Lobato: Vida e Obra . Vol.1, pp: 42-43)

1895 - Sua mãe adoece gravemente e vai tentar cura em Santo Antônio do Pinhal próximo a Campos do Jordão. Seu pai se vê obrigado a vender sua fazenda - a Fazenda Santa Maria - comprando outra em sociedade, situada um pouco além de Tremembé: Fazenda Paraíso. (Edgar Cavalheiro. Monteiro Lobato: Vida e Obra . Vol.1, p: 35)

Monteiro Lobato dirige-se `a Capital Paulista com o intuito de prestar exames para o Instituto de Ciêcias e Letras. (Edgar Cavalheiro. Monteiro Lobato: Vida e Obra . Vol.1, p: 35)

"O dinheiro que lhe deram fôra pouco, e isso o obriga a economia medonhas: ‘Tenho só um vintém e o dinheiro de Teca que ainda não buli nem bulo. Vou `a cidade a pé e por um caminho muito longo que se sobe uma ladeira porque não tenho 3 vinténs para passar no viaduto; mas como é bom aprender a não ser gastador, não pedi nenhum vintém para o Dr. Rodrigo. Tem estudantes aqui que trazem 500$000 e gastam tudo num dia’." (Edgar Cavalheiro. Monteiro Lobato: Vida e Obra . Vol.1, p: 35)

"Neste ano Monteiro Lobato tem o primeiro grande choque de sua vida: é reprovado no exame de Português. Lobato estava convicto de que saíra bem nas provas: "Mamãe, ontem entrei na prova oral de Português e fiz uma boa prova. Todos que viram disseram que eu tinha tirado plenamente, mas quando eu fui ver eu estava inabilitado. Creio que é engano mas se não fôr eu vou sexta-feira, dia 10. A minha prova escrita foi boa e a oral também. Eu vi na prova escrita uns seis rapazes que não sabiam nada, que me perguntavam tudo, que colavam e que faziam uma descrição de dez linhas, serem aprovados. Na oral vi rapazes que diziam que ‘pouquíssimo’ era advérbio: ‘fortes’ não sabiam o que era, saírem aprovados. E eu que respondi tudo saí inabilitado. Me parece que o Freire viu tanta proteção que disse: êste menino não sabe nada, porque se soubesse não precisava empenho e por isso me bombeou injustamente. Tenho vergonha de tôda gente, aqui que conheço poucas pessoas, quanto mais aí que todos sabem que vim fazer exames. Todos dizem que há engano, mas isso não é certo. Agora quando chegar aí vou estudar Francês, Português, Inglês,Geografia para fazer em Junho ou faço em Março os dois. Parece que vou morrer, principalmente vendo como a senhora, papai e seu Germino vão ficar tristes. Só de me lembrar saem lágrimas dos olhos. Isso é uma loteria! Se alguém perguntar de mim, diga que não sabe, que morri. Conte só para seu Germano." (Edgar Cavalheiro. Monteiro Lobato: Vida e Obra . Vol.1, p: 38)

1896 - Passa a maior parte de seu tempo disponível na chácara do avô e "é `a sombra da jaqueira que se debruça sôbre os compêndios, ou sonha com as primeiras glórias literárias". (p: 39)

Monteiro Lobato volta ao Colégio Paulista, `as aulas de seu Germano, do Dr. Eliseu, `a convivência dos colegas e amigos. Passa o ano inteiro grudado nos livros a fim de que vergonha tão grande como aquela não se repita nunca mais. (Edgar Cavalheiro. Monteiro Lobato: Vida e Obra . Vol.1, p: 39)

"Nessa época, no Colégio Paulista, em Taubaté, os colegas resolveram fundar o clássico jornalzinho estudantil. Este chamava-se ‘O Guarani’, e é nele que José Bento Monteiro Lobato, aos 14 anos de idade, estreará nas letras: um artiguete de poucas linhas, que modestamente intitula de ‘Rabiscando...’, e que mais modestamente ainda subscreve com o pseudônimo de Josbem. Essa crônica e pequenas resenhas do movimento colegial são as primeiras produções de Lobato que se conhecem: não tinha lembrança de nada anterior. Eis a croniqueta:

‘Como sofria de insônia, escrevi a um conhecido médico perguntando qual o melhor narcótico que êle conhecia, ao que me respondeu: "Caro Josbem: Há trinta anos que sou médico e sempre tenho empregado como narcótico o ópio, a codeína e outros. Mas há poucos meses, lendo a Enciclopédia do Riso e da Galhofa, encontrei lá a seguinte anedota: EMENDA PIOR QUE O SONETO - Um escritor escreveu no primeiro capítulo dum seu livro - outras coisas ; na impressão saiu oltras coisas ; e o editor pôs na Errata ostras coisas. Isto é o que se chama emenda pior que o soneto. Ao acabar de ler essa anedota, um irresistível sono apoderou-se de mim, e quando acordei vi que estava ali um narcótico, mais poderoso que quantos conhece a medicina. Tenho-o empregado com admiráveis resultados em quem sofre de insônia, e é de fácil aplicação, porque basta ler duas ou três vêzes. Vou mandar felecitar o Sr. Pafúncino Semicúpio Pechincha, autor de tão maravilhosa descoberta. (assinado) Dr. Mesoj." Nunca empreguei êsse narcótico como manda a fórmula desse médico, porque desde êsse dia basta lembrar-me das anedotas do tal Pafúncio para que a insônia fuja espavorida - Josbem’." (Edgar Cavalheiro. Monteiro Lobato: Vida e Obra . Vol.1, p: 40)

"Em dezembro Lobato volta a São Paulo para prestar os exames das matérias que estudara durante o ano em Taubaté. A primeira notícia que manda a mãe é cheia de vivas e pontos de exclamação: ‘Salve! Salve! Viva o meu plenão’. ‘Hoje, grande dia, parece-me que já estou formado! Viva! Viva!!!’ E em letras bem grandes: ‘O MEU PLENAMENTE!’". (Edgar Cavalheiro. Monteiro Lobato: Vida e Obra . Vol.1, p: 43)




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