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1911 - Entrada para o Conservatório

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1911 - Entra para o Conservatório Dramático e Musical de São Paulo depois de exames que o qualificaram para o terceiro ano. Estuda piano e matérias teóricas para, assim como o irmão, ser concertista.

 

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1912 - É nomeado, no Conservatório, "aluno praticante" (monitor), ensinando Teoria Musical.

Juntamente com o irmão Carlos, funda a Sociedade de Cultura Artística.

 

. . . 1912 - O escritor Oswald de Andrade regressa de Paris trazendo o Manifesto Futurista, de Marinetti.

O pintor Lasar Segall faz sua primeira exposição em São Paulo.

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1913 - Passa a lecionar piano no Conservatório. Torna-se, ainda, professor substituto de História da Música.

Participa das comemorações do 4º aniversário da Congregação da Imaculada Conceição, da Igreja de Santa Efigênia, tocando Schubert.

Em junho, morre seu irmão Renato. Mário sofre uma crise emocional. Seu "Tio Pio" leva-o para a fazenda da família em Araraquara. Mário volta para São Paulo em setembro e desiste da carreira de concertista, mantendo-se como professor.

 

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1914 - Como aluno do Conservatório, Mário participa de uma audição pública, tocando piano. Matricula-se no curso de canto.

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1914 - Escreve poesia e ficção – "Conto de Natal".

 

. 1914 - "Admirador de Vicente de Carvalho, envia-lhe sonetos, pedindo-lhe opinião. Certificando-se do recebimento da carta e não obtendo resposta, Mário toma uma resolução a que se manterá fiel: dar atenção a todos que viessem a lhe escrever, mormente os jovens, os estreantes."(A imagem de Mário, p.21)

 

. 1914 - Início da Primeira Guerra Mundial.

Anita Malfatti faz sua primeira exposição.

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1915 - Conclui seu curso de Canto.

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1915 - Publica seu primeiro texto na imprensa – a crítica musical "No Conservatório Dramático e Musical: Sociedade de Concertos Clássicos"- publicado no Jornal do Comércio, a 11 de setembro, assinado M.

 

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1916 - Como congregado mariano, pede permissão ao Vigário Geral do Arcebispado de São Paulo para ler livros do Index: Madame Bovary, Salambô, Maeterlinck, Heine e o Grand Dictionnaire Larousse. Em Heine, Reisebilder e Neue Gedichte, a primeira menção a obras na língua alemã.

 

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1917 - Diploma-se como professor de piano e dicção no C.D.M. de São Paulo, lecionando na instituição até 1938.

Morre seu pai, Carlos Augusto de Andrade. Mário continuaria a morar com sua mãe, D. Maria Luiza, até o fim da vida - exceção feita ao par de anos que passou no Rio de Janeiro.

Assiste a conferências na Sociedade de Cultura Artística – como a de Alfredo Pujol – e na Faculdade de Filosofia do Mosteiro de São Bento, onde o irmão, já formado, participa do centro de estudos.

 

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1917 - Publica os primeiros ensaios de crítica de arte em jornais e revistas; publica seu primeiro livro, Há Uma Gota de Sangue em Cada Poema, sob o pseudônimo de Mário Sobral. O projeto gráfico é de sua autoria e o livro é bem recebido pela crítica.

Inicia sua Marginália.

. 1917 - Em novembro, encontro com Oswald de Andrade, que leva para o Jornal do Comércio o discurso "O Brasil na Guerra", com que Mário saudara Elói Chaves, conferencista no Conservatório.

Encontro com Anita Malfatti e o modernismo na sua exposição. Mário realiza várias visitas às obras e torna-se amigo da pintora. Ali acontece o encontro entre Mário, Oswald, Guilherme de Almeida, Ribeiro Couto, Di Cavalcanti.

. 1917 - Anita Malfatti realiza sua segunda exposição em São Paulo (12/1917 – 1/1918). Monteiro Lobato reage escrevendo "Paranóia ou mistificação".
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1918 - Pede admissão ao noviciado da Venerável Ordem Terceira do Carmo.

Em abril, apresenta a 1ª audição de seus alunos de piano do Conservatório.

Começa a estudar inglês e alemão.

Em junho recebe diploma de membro da Congregação da Imaculada Conceição, da Igreja de Santa Efigênia.

 

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1918 -  Colabora em A Gazeta como crítico de música; ali publica, a 3 de setembro, o artigo "A divina preguiça". Manda sonetos para O Echo.

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. 1919 - Profissão de fé como irmão da Ordem Terceira do Carmo.

Estuda alemão com Else Schoeller Eggebert. Por influência sua, amplia seu conhecimento musical: Berg, Schoenberg.

Lê e assina a revista Deutsch Kunst, onde há reproduções de obras expressionistas.

Em junho, viagem a Minas Gerais, passando pelas cidades históricas, admirando o barroco e as obras de Aleijadinho.

 

. 1919 - É colaborador de A Cigarra, O Echo e A Gazeta. . 1919 - Em Mariana, visita o poeta simbolista de as admiração, Alphonsus de Guimaraens. .
. 1920 - Lê obras de Walt Whitman e das principais vanguardas modernistas européias, entre elas, a antologia de poesia expressionista, Menschheits Dämmerung.

Congregado mariano, solicita permissão para ler Ada Negri, Fogazzaro, d’Annunzio.

Inicia a coleta de documentos musicais do folclore e da cultura popular.

Compra o bronze de Brecheret, Cabeça de Cristo.

. 1920 - Colaborador de Papel e tinta, revista paulista; publica contos, esquetes, críticas e uma carta-aberta ao presidente do Estado, defendendo o nacionalismo na estatuária pública, assinando como Saci Pererê.

Colabora na Ilustração Brasileira e na Revista do Brasil, ambas cariocas; declara-se cronista. Sua seção "De São Paulo", veicula crônicas ligadas à temática e à imagem da cidade de São Paulo, com seus contrastes de cidade grande, o traje de losangos "arlequinal".

Colabora em Miscelanea, periódico católico, assinando as "Eclesiásticas".

Escreve os poemas de Paulicéia desvairada.

 

. 1920 -   Integra os "avanguardistas" de São Paulo com Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Guilherme e Tácito de Almeida, Rubens Borba de Moraes, Di Cavalcanti.

Freqüenta o estúdio de Brecheret e relaciona-se com Haarberg

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. 1921 - Mário muda-se com a família para a rua Lopes Chaves, na Barra Funda.

Participa do Banquete de Trianon, quando Oswald oficializa o movimento modernista.

Participa de conferências na Vila Kyrial, do mecenas Freitas Valle, apresentando Debussy e o Impressionismo.

. 1921- Em resposta ao artigo "Meu amigo futurista", publicado por Oswald no Jornal do Comércio e em que apresenta Mário de Andrade aos leitores, Mário publica "Futurista?", repudiando rótulos estéticos e firmando sua própria pesquisa da modernidade.

Escreve para o Jornal do Comércio a série "Mestres do passado", contra o parnasianismo.

Escreve o "Prefácio interessantíssimo", do livro Paulicéia desvairada.

. 1921 - Viaja ao Rio de Janeiro para contato com modernistas; encontra Manuel Bandeira

Faz uma leitura de Paulicéia desvairada em casa de Ronald de Carvalho.

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