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1927 - Primeira viagem etnográfica

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1927 - Mário, neste período, está empenhado em sua poesia, em sua ficção e em definir-se dentro do nacionalismo crítico. Desejando conhecer o Brasil e o povo brasileiro através da cultura popular, elege o Norte e o Nordeste como regiões privilegiadas que deveria visitar em viagens de estudo e pesquisa. Realiza entre maio e agosto a primeira "viagem etnográfica" ao norte, percorrendo parte da Amazônia e chegando a Iquitos, no Peru, sua única saída do país. Mário viaja em companhia de D. Olívia Guedes Penteado, sua sobrinha Mag e a filha de Tarsila, Dolour.

Filia-se ao Partido Democrático.

Viaja para Santa Tereza do Alto, fazenda de Tarsila do Amaral, em companhia de Segall, Souza Lima, Oswald e o palhaço Piolim.

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1927 - Escreve um diário de viagem, a primeira parte de O turista aprendiz. Não o publica imediatamente, preparando edição definitiva apenas em 1943 e deixa-o inédito.

Publica Amar, Verbo Intransitivo e Clã do Jabuti.

Começa a escrever o inédito Balança, trombeta e Battleship.

Entra para o recém-fundado Diário Nacional, órgão do Partido Democrático. Respondendo pela redação estão Sérgio Milliet, Antônio Carlos Couto de Barros e Amadeu Amaral. Neste jornal deixa sua maior produção de textos jornalísticos: mais de mil escritos de crítica, poesia, crônica e contos, entre 1927 e 1932, quando o jornal é fechado.

Colabora em Verde, jornal de Cataguases.

 

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1927 - Conhece, em Natal, Luis da Câmara Cascudo e outros escritores e artistas nordestinos vinculados ao modernismo.

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1927 - Definem-se vários grupos, "clãs", dentro do movimento modernista: Anta, Jabuti, Pau-Brasil, Verde-Amarelo, Antropofagia.

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1928 - Participa da fundação do Partido Democrático.

Entre dezembro deste ano e fevereiro do seguinte, realiza a segunda "viagem etnográfica", demorando-se no Nordeste em trabalho de coleta de documentos musicais: música de feitiçaria, cocos, danças dramáticas, romances, cantos de trabalho. Encontra Chico Antônio, cantador que muito admira e que transforma em personagem de um romance abandonado O café e de Vida do cantador.

 

. 1928 - Publica Macunaíma, dedicando-o a Paulo Prado. Da viagem ao Norte, Mário teria colhido novos elementos com os quais fez uma revisão de seu material para publicação. Sobre o livro, Mário escreve a Manuel Bandeira em carta de 1927: "Fiz questão de mostrar que Macunaíma, como brasileiro que é, não tem caráter. Ponha reparo, ora é corajoso, ora covarde." Em outra carta, de 1930: "Muito secretamente, o que me parece é que a sátira, além de dirigível ao brasileiro em geral, de que mostra alguns aspectos característicos, escondendo os aspectos bons sistematicamente, o certo é que sempre me pareceu também uma sátira mais universal ao homem contemporâneo."

Publica Ensaio Sobre Música Brasileira;

Durante a viagem ao Nordeste, escreve para o Diário Nacional a série de crônicas de O turista aprendiz, que irá compor a Segunda parte do livro homônimo posteriormente publicado.

 

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1929 - Rompimento da amizade com Oswald de Andrade.

 

 

. 1929 - Publica Compêndio de História da Música, depois reescrito e reintitulado Pequena História da Música (1942).

Assina, como cronista, a coluna "Táxi" no Diário Nacional.

Planeja, com o material coletado nas viagens ao Norte e ao Nordeste, a obra Na pancada do ganzá, que deixa inédita. Os livros que a compõem: Danças dramáticas do Brasil, Música de feitiçaria no Brasil, Melodias do boi e outras peças e Os cocos recebem publicação póstuma, através do trabalho de sua aluna e discípula, Oneida Alvarenga.

Inicia pesquisa para o Dicionáio musical brasileiro, também não concluído, posteriormente editado por Flávia Camargo Toni.

 

. 1929 - Trecho de carta a Sérgio Milliet (junho de 1929) sobre a dificuldade de se publicar no Brasil: "A vida no Brasil é feita de camaradagem de presença." .
. 1930 - Mário apóia a Revolução que, vencedora, liberta seu irmão Carlos, preso pelo PRP.

Participa da Comissão Reformadora da Escola Nacional de Música do Ministério da Educação.

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1930 - Publica, na revista Ilustração brasileira, o importante ensaio "Origens do fado"

Publica Remate de Males.

Publica Modinhas e Lundus Imperiais, antologia de peças do século XIX.

 

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. 1930 - Revolução de 30.
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1931 - Dirige com Paulo Prado e Antônio de Alcântara Machado a Revista Nova.

 

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1932 - Adere à reação paulista e apóia o movimento. 1932 - Publica uma série de croniquetas no Diário Nacional, sob os pseudônimos de Luis Antônio Marques e Luis Pinho.

Colabora no Boletim de Ariel e na Revista Nova.

 

1932 - Inicio da correspondência com Oneida Alvarenga.
1933 - Torna-se crítico do Diário de São Paulo (até 1935).

Ao completar 40 anos, sofre uma crise de depressão. Este estado se instala, com crises mais brandas ou profundas, prolongando-se até o fim de sua vida.

Doente, recorre às temporadas em Sapucaia, na chácara de Tio Pio.

Conferência na Escola Nacional de Música sobre "Música de feitiçaria no Brasil".

 

1933 - Seu livro Amar, Verbo Intransitivo é publicado em New York com o título de Fraulein.
1934 - Faz conferência sobre danças folclóricas na Sociedade Felipe de Oliveira, no Rio de Janeiro.

Cria e dirige a Coleção Cultura Musical, das Edições Cultura Brasileira, de São Paulo.

Fábio Prado, prefeito de São Paulo, convida Mário de Andrade para participar do Departamento de Cultura.

1935 - Escreve a introdução aos Estudos de Folclore de Luciano Gallet.

Publica Belazarte. Os contos vinham sendo escritos desde 1924.

Publica no Diário de São Paulo o ensaio Os congos.

Colabora em Festa e no Boletim de Ariel.

Publica Música, Doce Música.

1934 - Sobre a "rotinização" do modernismo no decorrer da década de 30, diz Antônio Cândido: "Na literatura, o que parecia brincadeira foi sendo reconhecido como a norma dos tempos novos, até penetrar no jardim fechado e vigiado do ensino. Nós, que começamos o ginásio com a velha e, aliás, bem feita antologia de Fausto Barreto e Carlos de Laet (encerrada na altura de Bilac e Coelho Neto), vimos surgir, em 1933 ou 1934, a de Estêvão Cruz, que transcrevia logo no começo um ensaio de Tristão de Athaíde sobre o Modernismo, ao lado de um trecho de Graça Aranha sobre o carnaval carioca e, logo em seguida, um episódio de Macunaíma."(DUARTE, Paulo: Mário de Andrade por ele mesmo. São Paulo, HUCITEC, 1985, p.xvi).


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